O Simples Nacional foi criado para facilitar a vida de micro e pequenas empresas. Ele reúne vários tributos em uma única guia, a DAS, reduzindo a burocracia e o custo de gestão fiscal. Dentro desse regime, existem os chamados anexos, que definem quais atividades se enquadram e quais alíquotas cada empresa deve pagar.
Entre eles, o Anexo I do Simples Nacional é o que rege as empresas do setor de comércio. Ou seja, negócios que compram e revendem mercadorias. Se você é contador, empresário ou está abrindo uma empresa, conhecer esse anexo é fundamental para evitar erros com o fisco.
Mais do que uma obrigação, entender o Anexo I traz vantagens reais. Com as alíquotas corretas, sua empresa paga apenas o que deve — nem mais, nem menos. Isso permite um planejamento financeiro mais preciso e, consequentemente, melhores resultados ao longo do ano.
A seguir, explicamos tudo de forma simples e direta. Você também encontrará a tabela atualizada do Simples Nacional 2025 para consultar sempre que precisar.
O que é o Anexo I do Simples Nacional?
O Anexo I do Simples Nacional é voltado para empresas do segmento comercial — aquelas que exercem a atividade de compra e venda de mercadorias. Empresas prestadoras de serviços ou do setor industrial se enquadram em outros anexos do Simples Nacional, cada um com suas próprias regras e alíquotas.
O Anexo I abrange uma ampla variedade de negócios do setor comercial. Entre os segmentos enquadrados estão lojas de roupas e acessórios, supermercados e mercearias, lojas de eletrônicos e eletrodomésticos, materiais de construção, farmácias, papelarias, pet shops, lojas de móveis e decoração, entre muitos outros. Em resumo, qualquer empresa cuja atividade principal seja a revenda de produtos ao consumidor final tende a se enquadrar neste anexo — independentemente do nicho de mercado.
Em cada anexo do Simples Nacional há alíquotas progressivas, que variam de acordo com a receita bruta da empresa. E quanto maior o faturamento, maior a alíquota aplicada. No Anexo I do Simples Nacional em 2025, as alíquotas para empresas que estão no regime partem de 4% e podem chegar a 19%. O percentual depende do valor faturado durante o ano. Pessoas jurídicas de pequeno porte são beneficiadas nas faixas menores, por ter receitas que se enquadram em percentuais menores. Negócios com receita mais alta devem consultar as faixas de faturamento da tabela do Simples Nacional, Anexo I.
A forma progressiva equilibra a carga tributária, permitindo que empresas menores paguem menos impostos e ganhem mais competitividade no mercado. Enquanto as maiores contribuem com alíquotas mais altas, mas ainda dentro de um regime simplificado.
Tabela do Anexo I do Simples Nacional
A tabela do Anexo I é atualizada de forma periódica, por isso, é fundamental estar atento às mudanças. Confira abaixo as alíquotas e as faixas de faturamento para 2025:
| Faixa de Receita Bruta (R$) | Alíquota (%) | Valor a Deduzir (R$) |
| Até 180.000,00 | 4,00% | 0 |
| De 180.000,01 a 360.000,00 | 7,30% | 5.940,00 |
| De 360.000,01 a 720.000,00 | 9,50% | 13.860,00 |
| De 720.000,01 a 1.800.000,00 | 10,70% | 22.500,00 |
| De 1.800.000,01 a 3.600.000,00 | 14,30% | 87.300,00 |
| De 3.600.000,01 a 4.800.000,00 | 19,00% | 378.000,00 |
Como Funciona o Cálculo do Anexo I do Simples Nacional?
O cálculo da guia DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) segue uma lógica por faixas de faturamento. A alíquota varia conforme a receita bruta acumulada nos últimos 12 meses.
O primeiro passo é descobrir em qual faixa sua empresa se encontra. Para isso, consulte a tabela do Simples Nacional 2025. Com a faixa definida, aplica-se a alíquota sobre o faturamento total. Depois, subtrai-se a parcela a deduzir — um desconto fixo de cada faixa que evita saltos bruscos no imposto.
Na prática, uma empresa com receita anual de R$ 500.000 está na 5ª faixa do Anexo I, com alíquota de 9,50%. Após o desconto, o imposto final será menor do que o cálculo simples indica. Por isso, não pule essa etapa.
As alíquotas são revistas com frequência por Lei Complementar, sobretudo em anos com mudanças fiscais. Consulte sempre as tabelas oficiais ou use a ferramenta de cálculo da Receita Federal para garantir um valor correto.
Quem pode se enquadrar no Anexo I?
O Anexo I do Simples Nacional é exclusivo para empresas que realizam atividades de comércio. Isso inclui:
- Lojas de varejo e atacado;
- Supermercados e mercearias;
- Comércio de eletrônicos, móveis, roupas, etc.;
- Distribuidoras de produtos.
Para que a empresa possa participar do Simples Nacional, ela precisa faturar até 4,8 milhões de reais por ano. Além disso, não pode ter sócios que morem em outro país nem sócios que sejam Microempreendedores Individuais (MEI).
Por que o Anexo I é importante para a contabilidade do Simples Nacional?
Para os contadores, dominar em detalhes o Anexo I do Simples Nacional vai além da consulta às tabelas. Na verdade, torna-se ferramenta estratégica para orientar clientes na escolha do regime tributário ideal. Ao comparar alíquotas progressivas, faixas de faturamento e valores a deduzir, o profissional também identifica oportunidades de economia. Além disso, ele estrutura planejamentos fiscais assertivos. Essa expertise também evita migrações para o outros tipos de tributos. Além disso, você garante cálculos precisos do DAS e elimina riscos de infração por divergências na declaração.
Já para os empresários, compreender as regras do Anexo I traz autonomia para tomar decisões mais informadas. Saber exatamente como as alíquotas variam conforme o faturamento permite projetar os custos de tributos com antecedência. Isso permite ajustar preços dos produtos e até mesmo planejar expansões sem surpresas fiscais. Esse conhecimento prático transforma a tributação de um “custo inevitável” em um elemento da gestão financeira. Cada faixa do anexo pode ser otimizada para preservar e melhorar a competitividade do negócio.
As regras tributárias mudam com frequência. As tabelas do Simples Nacional são atualizadas todo ano e, por isso, exigem atenção constante de contadores e empresários. Quem fica desatualizado corre o risco de pagar valores errados ou cair em inconsistências com a Receita Federal.
No caso do Anexo I do Simples Nacional, essa atenção é ainda mais importante. Com as alíquotas corretas em mãos, o contador orienta melhor seus clientes. Já o empresário ganha mais controle sobre os custos do negócio e consegue planejar o fluxo de caixa com mais segurança.
Conclusão
O Anexo I do Simples Nacional é uma ferramenta essencial para empresas do comércio, oferece alíquotas mais acessíveis e simplifica o pagamento de impostos. Seja você contador ou empresário, entender essa tabela é fundamental para garantir a saúde financeira e a legalidade do seu negócio.
Se ainda tiver dúvidas sobre o enquadramento no Simples Nacional ou sobre como calcular o DAS, consulte um contador. Aqui na NGF Contabilidade sempre tem alguém que pode te ajudar. A contabilidade para o Simples Nacional pode ser muito complexa, mas contando com o suporte certo, você terá mais segurança e tranquilidade para focar no crescimento do seu negócio.
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